domingo, 15 de novembro de 2009

FHC decide reconhecer filho que teve há 18 anos com jornalista

Folha Online/CBJr.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu oficializar o reconhecimento do filho que teve coma jornalista Mirian Dutra, da TV Globo. Tomas Dutra Schmidt tem hoje 18 anos.

O tucano já consultou advogados e viajou na semana passada a Madri,onde vive a jornalista, para cuidar da papelada. A Folha falou com FHC no hotel Palace, na Espanha, onde ele estava hospedado.

O ex-presidente negou a informação e não quis se alongar sobre o assunto. Disse que estava na cidade para a reunião do Clube de Madri. Mirian também foi procurada Pela Folha, que a consultou a respeito do reconhecimento oficial de Tomas por FHC.

"Quem deve falar sobre este assunto é ele e a família dele. Não sou uma pessoa pública", afirmou a jornalista. O ex-presidente e Mirian tiveram um relacionamento amoroso na década de 90, quando ele era senador em Brasília. Fruto desse namoro, Tomas nasceu em 1991.

FHC e Mirian decidiram, em comum acordo, manter a história no âmbito privado, já que o ex-presidente era casado com Ruth Cardoso, com quem teve os filhos Luciana, Paulo Henrique e Beatriz. No ano seguinte, a jornalista decidiu sair do Brasil e pediu à TV Globo, onde trabalhava havia sete anos, para ser transferida. Foi correspondente em Lisboa.

Passou por Barcelona e Londres e hoje Trabalha para a TV em Madri. Quando FHC assumiu o ministério da Fazenda, em1993, a informação de que ele e Mirian tinham um filho passou a circular entre políticos e jornalistas.

Procurados mais de uma vez, eles jamais se manifestaram publicamente. Em 1994, quando FHC foi lançado candidato à Presidência, Mirian passou a ser assediada por boa parte da imprensa. E radicalizou a decisão de não falar sobre o assunto para, conforme revelou a amigos, impedir que Tomas virasse personagem de matérias escandalosas ou que o assunto fosse usado politicamente para prejudicar FHC.

Naquele ano, a colunista se encontrou com ela em Lisboa e a questionou várias vezes sobre FHC. "Nem o pai do meu filho pode dizer que é pai do meu filho", disse Mirian. Em 18 anos, o ex-presidente sempre reconheceu Tomas como filho, embora não oficialmente, e sempre colaborou com seu sustento.

Nos oito anos em que ocupou a Presidência, os dois se viam uma vez por ano. Tomas chegou a visitá-lo no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Depois que deixou o cargo, FHC passou a ver o filho, que na época vivia em Barcelona, com frequência. Mirian o levava para Madri, Lisboa e Paris quando o ex-presidente estava nessas cidades.

No ano passado, FHC participou da formatura de Tomas no Imperial College, em Londres. Neste ano, Tomas mudou para os EUA para estudar Relações Internacionais na George Washington University.

domingo, 1 de novembro de 2009

‘Sou um arquivo vivo’, afirma Rosane, a ex de Collor

El Roto/El Pais





Separada de Fernando Collor há quatro anos e meio, a ex-primeira dama Rosane Malta Collor se autodefine assim:



“Eu sou um arquivo vivo. Faço parte do passado. Sou um arquivo vivo”. A julgar pelo que diz, Rosane condenou-se ao convívio com o medo:



“Eu disse que qualquer coisa que acontecesse comigo eu culparia ele. Já disse na Justiça: qualquer coisa que acontecer com a minha vida a responsabilidade é dele”.



Rosane falou ao diário carioca Extra. Não é a primeira vez que ele se achega aos holofotes. Ela trava com Collor, hoje senador pelo PTB, uma disputa judicial.



Reivindica metade do patrimônio do ex-marido. Collor não a deixou propriamente desamparada. Rosane vive numa confortável casa de quatro quartos, em Maceió.



Para encher a geladeira e tocar a vida, recebe de Collor pensão mensal de R$ 13 mil. Mas Rosane quer mais.



Por isso, ela irrompe no noticiário de tempos em tempos. Só para lembrar ao ex-marido que existe. E que é portadora de segredos insondáveis, colecionados em 22 anos de convívio matrimonial.



Até aqui, Rosane mantém fechadas as gavetas mais comprometedoras do seu “arquivo”.



Antes dessa nova aparição, a ex de Collor falara ao repórter Alexandre Oltramari, em dezembro de 2007.



Discorrera sobre quase tudo: brigas, traições, inveja, macumba... Só não falara sobre o essencial.



Vale a pena ouvir de novo as últimas respostas que a Rosane de 2007 dera ao repórter Oltramari:



– Entre o impeachment, em 1992, e a sua eleição para o Senado, o ex-presidente praticamente não trabalhou. Como ele bancava seus gastos pessoais com uma renda de R$ 25,8 mil reais?
Não posso falar sobre isso.

– Estima-se que a parceria entre PC Farias e o ex-presidente tenha deixado um saldo de 60 milhões de dólares em contas secretas no exterior. A senhora tem alguma idéia de onde foi parar esse dinheiro?
Não posso falar sobre isso.

– A senhora acredita que o presidente tenha contas secretas no exterior?
Não posso falar sobre isso.

– A senhora não pode responder porque não sabe ou porque tem medo de sofrer alguma retaliação?
Não posso falar sobre isso.



Na nova entrevista, Rosane continuou guardando silêncio “sobre isso”.

Escrito por Josias de Souza às 05h02

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Ivete Sangalo manda recado no Twitter: "Estou feliz demais!"

Uol - Folha

Da Redação
  • Reprodução

    Quase um mês após nascimento de Marcelo, Ivete Sangalo manda recado no Twitter (29/10/2009)


Desde o nascimento do filho Marcelo que Ivete Sangalo não escreve em seu Twitter. E na tarde de quinta-feira (29), a cantora baiana deixou no microblog uma mensagem para seus seguidores.

"Alô criançada, a mama Bozo passando aqui para dar beijos de saudades. Estou feliz demais! (...) Ah, só para dizer: nunca duvidei de Deus, e agora então... Quanta luz na minha vida. Fiquem com Deus", escreveu a cantora baiana.

Ivete Sangalo deu à luz Marcelo no dia 2 de outubro em Salvador, na Bahia. O menino é filho da cantora com o estudante de nutrição Daniel Cady.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ator Bruno Gagliasso tem carteira apreendida em blitz da Lei Seca

LEI SECA


Bruno Gagliasso

Publicado em 28/10/2009, às 13h33


O ator Bruno Gagliasso teve sua carteira de motorista apreendida na madrugada desta quarta-feira (28) numa blitz da Lei Seca, na Zona Sul do Rio. Em seu twitter, ainda de madrugada, ele afirmou ter bebido apenas uma taça de champanhe.

“Acabei de receber multa por causa de uma taça de champanhe. Não estou nem um pouco bravo, agora sei que nem uma taça pode!”, disse ele, que contou ainda que seu teste do bafômetro deu 0,15 ml. “Pra quem tá perguntando: não adianta, não pode nem uma taça mesmo! Bom nem arriscar bombom de licor”, completou Bruno.

Em seu perfil, Bruno acompanha um twitter em que internautas espalhados pela cidade informam uns aos outros onde há blitz a cada noite. Ele ainda brincou com a situação, repassando uma frase de uma amiga: “Programa de fofoca amanhã: ator global tomou todas, atropelou 3, foi perseguido por policiais e perdeu a habilitação!”.

Há informações não confirmadas de que a atriz Danielle Winnits também teria tido a carteira apreendida na mesma blitz.

G1
Tags: bruno gagliasso, ator, lei seca, blitz,

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ecclestone diz que morte de Senna foi bom para Formula 1


Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009 | 09:45Hs

Fonte:

Redação

O chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, disse que a morte do piloto Ayrton Senna foi boa para dar mais visibilidade à categoria. Ecclestone afirmou que muitas pessoas passaram a acompanhar o automobilismo após o acidente que tirou a vida do ídolo brasileiro. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

- Foi uma infelicidade, mas a publicidade gerada [pela morte] foi tão grande... Foi bom para a Fórmula 1. É uma pena que tivéssemos que perder Ayrton Senna para que isso acontecesse.

Senna morreu em 1994 após bater na curva Tamborello, no circuito de Ímola, em San Marino. O piloto brasileiro tinha trocado a equipe McLaren pela Williams naquele ano.

Ecclestone também disse que Felipe Massa será campeão da Fórmula 1 em breve. O dirigente disse que o brasileiro teve “azar” em 2008, quando venceu o GP de Interlagos, em Sâo Paulo (SP), mas perdeu o título nas últimas curvas para o inglês Lewis Hamilton, da McLaren.

O chefão da F-1 afirmou que “foi a Ferrari que perdeu o campeonato”, não Massa. A equipe italiana teve diversos problemas durante o campeonato do ano passado, que prejudicaram a briga de Massa pelo título.

Perguntado sobre Nelsinho Piquet, Ecclestone disse que “quer vê-lo de novo na Fórmula 1”. O chefão da categoria disse que o filho do ex-campeão Nelson Piquet é “muito talentoso, mas passou períodos difíceis”.

- Se puder ajudá-lo, vou fazê-lo. Sou amigo dos dois. Vi Nelsinho quando ainda era bebê. Sou como um padrinho.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Após assalto a repórter do "Mais Você", ladrões são mortos pela polícia em SP (Postado por Danuza Peixoto Zambrana)

O repórter Fabrício Bataglini, do programa "Mais Você", da Rede Globo, foi assaltado por volta das 22h30 de domingo próximo a sua residência, na avenida Miruna, zona sul de São Paulo.
Ele estava acompanhado de sua mulher, quando quatro homens em duas motocicletas abordaram o casal. Armados, os criminosos obrigaram as vítimas a entregarem alguns pertences e tentaram ainda levar o veículo do repórter, mas não conseguiram.

A polícia foi avisada e identificou a moto usada por dois dos suspeitos. Após uma perseguição de aproximadamente cinco quilômetros, os assaltantes acabaram mortos em uma troca de tiros, segundo a polícia.

Eles foram identificados como Sérgio Luiz de Souza Silva, 22, e Flávio Barbosa de Almeida, 28. Segundo a polícia, com a dupla, que já tinha passagens por roubo e furto, foi apreendido um revólver calibre 38. O caso foi registrado no 35º DP (Jabaquara).

sábado, 10 de outubro de 2009

A peregrina Dilma vai ao Bonfim (Postado por Danuza Peixoto Zambrana)

De Salvador (BA)


Salve a Bahia, Sinhá! E os marqueteiros políticos também!

É preciso tirar o chapéu. Afinal de contas, nem a mirabolante cabeça do cineasta Glauber Rocha, o saber de Octávio Mangabeira, ou mesmo o reconhecido e proclamado estilo matreiro de fazer política de ACM nos tempos áureos de seu domínio local, seriam capazes de conceber ou dirigir as cenas das primeiras horas da visita que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, iniciou na noite de quinta-feira, em Salvador.

Depois de longo afastamento da larga barra da cidade da Bahia, como definia o poeta Gregório de Mattos, o "Boca de Brasa", a preferida do presidente Lula como candidata à sua sucessão, retornou com a corda toda. Um festival de surpresas, "até mesmo para os baianos mais acostumados com essas coisas", como assinalou nesta sexta-feira um atento observador político local, ao analisar a performance da ministra. Dilma, porém, jura não estar em campanha - ao pisar outra vez o conflagrado solo político da Bahia nesses primeiros movimentos que antecedem 2010.

Mal desembarcou no aeroporto de Salvador, ela fez apenas uma breve parada no hotel para se preparar "comme il faut" para seu primeiro compromisso. Bem de acordo com os tempos que correm: um ato tipicamente político-eleitoral, com fachada de acontecimento social. Assim foi a festa de aniversário do ex-dirigente máximo do PCdoB no Estado, o comunista Haroldo Lima, atual presidente do Conselho Nacional de Petróleo (CNP), a que Dilma compareceu.

O ultra sofisticado centro de eventos Trapiche Adelaide ficou coalhado de ministros, secretários de Estado, parlamentares de todas as tonalidades - da direita, centro e esquerda -, empresários e figurões variados dos governos petistas de Lula, no país, e de Jaques Wagner na Bahia. Uma tenda ampla, onde Dilma (seguramente recomendada por marqueteiro dos bons e dos mais requisitados, ou um santo forte do Planalto), onde a visitante operou o seu primeiro "milagre" baiano.

Ela foi filmada e fotografada dividindo a mesma mesa com dois sorridentes personagens que viviam aos tapas e trocas de insultos até horas antes da ministra chegar: o governador Jaques Wagner (PT) e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), ferrenhos adversários na postulação ao Palácio de Ondina em 2010.

Há quem diga que na tenda do Trapiche se deu uma bem sucedida tentativa com vistas ao palanque duplo na Bahia, assunto do qual os petista locais não querem nem ouvir falar. Podem ter que engolir, mas isso é coisa que se verá bem mais adiante, depois que a correnteza passar e os ânimos estiverem de fato serenados, se é que isso acontecerá além das aparências. O mais surpreendente, no entanto, estava reservado para algumas horas depois da festa que rolou animada até altas horas da manhã.

Às 7h da manhã Dilma Rousseff já estava "inteiraça", no adro da Igreja do Bonfim, como observou um passante local. Toda vestida de branco, dentro dos preceitos do Candomblé na sexta-feira baiana, consagrada a Oxalá, para assistir a primeira missa do dia no templo católico. Minutos antes, no adro, como na cerimônia famosa da Lavagem, eis a ministra cercada de mães, filhos e filhas de santo. Ali a ministra Dilma Rousseff, que acaba de ser declarada curada de um câncer linfático pelos cientistas e médicos do hospital paulista Sírio Libanês, recebeu um banho ritual de folhas de aroeira, consideradas as melhores para "abrir caminhos fechados". Foram misturadas outras folhas destinadas a reforçar o pedido.

Depois veio a apoteose da sexta-feira, 9, no Bonfim: a missa no templo lotado de fiéis, rezada e animada pelo padre Edson Menezes, pároco que conduziu tudo como um ato "religioso e político eleitoral" como raramente visto em terras e terreiros baianos, apesar de todo o seu sincretismo.

Diante de uma contrita ex-guerrilheira e atual poderosa ministra petista de Lula, acompanhada do governador petista de origem judaica, Jaques Wagner e da primeira-dama Fátima Mendonça, uma baiana cem por cento, o pároco caprichou nos gestos e palavras do sermão, como o melhor dos cabos eleitorais que Dilma jamais imaginou encontrar, nas circunstâncias.

Padre Edson deu vivas e pediu palmas aos fiéis "para a peregrina Dilma, que também subiu a colina para agradecer como fazem os baianos". E as palmas vibraram com força diante do altar. Ainda molhada do banho de folhas do Candomblé, com medidas do santo de todas as cores nas mãos, Dilma, emocionada, agradeceu a cura e beijou a imagem do santo. Mas não recebeu a hóstia da comunhão distribuída aos fiéis pelo padre e seus acólitos. Missa encerrada, a visitante saiu, ainda cercada de palmas, abraços, bilhetes com pedidos pessoais ou apelos por uma pose para fotografia, que ela atendeu, sempre solícita.